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Autoestima baixa: como alcançar o amor próprio?

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Autoestima baixa e o caminho para se tratar com mais gentileza

A autoestima baixa é uma experiência mais comum do que você imagina, e provavelmente por isso você está aqui, em busca de entender melhor o que está sentindo. 

 

Talvez você se cobre demais, duvide das suas capacidades ou se compare constantemente com os outros, como se nunca fosse “o suficiente”. Esse peso é real e cansa. 

 

Uma pesquisa recente mostrou que cerca de 65% das pessoas passam por isso em algum momento da vida, ou seja, você não está só nessa.

 

E este texto foi pensado para quem se reconhece nesses sinais e quer entender, com calma, o que está por trás desses sentimentos e como lidar com eles de forma mais saudável melhor.

O que é autoestima?

A autoestima consiste em uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma. É a percepção que ela tem sobre si mesma de acordo com o seu comportamento, qualidades, habilidades e modos de pensar. 

 

A partir disso, são gerados sentimentos de autocrítica, narcisismo, superioridade ou inferioridade.

 

Quando a autoestima vai bem, significa que o indivíduo está satisfeito e confiante em relação à sua identidade e valoriza a si mesmo. 

 

Por outro lado, se está baixa, há problemas de autoaceitação, amor-próprio e autoconfiança.

Os pilares da autoestima

Para entender melhor este conceito, confira os quatro pilares da autoestima definidos por Potreck-Rose e G. Jacob:

 

  1. Autoaceitação: é uma a postura positiva em relação a si mesmo, como estar satisfeito consigo mesmo e se respeitar.
  2. Autoconfiança: é uma postura positiva em relação às suas próprias capacidades, habilidades e desempenho, sendo capaz de fazer alguma coisa bem e suportar as dificuldades.
  3. Competência social: é sobre conseguir fazer contatos e lidar com outras pessoas, se sentindo confiante e capaz de lidar com situações complexas.
  4. Rede social: se trata de estar conectado a uma rede de relacionamentos positivos, seja com amigos, família ou parceiros(as).

E o que é autoestima baixa?

A autoestima baixa é como uma lente embaçada através da qual você enxerga a si mesmo, o que vai além de apenas de não gostar da própria aparência e torna-se uma avaliação negativa e profunda sobre o seu valor pessoal, suas capacidades e seu lugar no mundo.

 

É um sentimento constante de não ser “bom o suficiente”, que afeta a forma como você vive, se relaciona e enfrenta desafios.

 

E isso é mais comum do que pensamos!

 

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos (2026) mostrou que 65,72% dos participantes vivenciaram ao menos um período de baixa autoestima ao longo da vida, e 46,38% apresentaram esse padrão por volta dos 25–26 anos.

Como é uma pessoa com autoestima baixa?

É alguém que se avalia com dureza, teme julgamentos e evita situações em que possa falhar.

 

Essa pessoa tende a duvidar das próprias opiniões, supervalorizar as críticas externas e ter uma sensação crônica de inadequação, como se estivesse sempre “aquém” do esperado 

 

Pense em alguém que recebe um elogio sincero, mas imediatamente desconversa, pensando “só estou fazendo minha obrigação” ou “ela está dizendo isso por educação”. 

 

A pessoa com autoestima baixa tem uma dificuldade imensa em internalizar suas conquistas e qualidades.

 

Veja, na imagem abaixo, um exemplo de como é uma pessoa com autoestima baixa:

Imagem caso-de-autoestima-baixa

Qual é a relação entre baixa autoestima e transtornos mentais?

A baixa autoestima não é uma doença, mas pode ser um sintoma de um transtorno grave, como depressão, bipolaridade, síndrome do pânico e borderline.

 

Por isso, é tão importante procurar ajuda psicológica caso os sintomas de autoestima baixa sejam muito frequentes e intensos. 

 

Apenas psicólogos e psiquiatras poderão auxiliar de maneira profissional para evitar que o seu quadro se agrave.

Sintomas da baixa autoestima

Os sinais de que a autoestima está fragilizada se manifestam em diversos comportamentos e pensamentos do dia a dia, como: 

 

  • dificuldade para aceitar as próprias limitações: interpreta limites como defeitos pessoais, não como aspectos humanos a desenvolver;
  • falta de confiança em si mesmo: hesita em decidir e depende da aprovação alheia para agir;
  • medo de enfrentar desafios: evita oportunidades por antecipar fracassos;
  • mania de colocar defeito em tudo o que faz: foca no que “faltou” e ignora o que funcionou;
  • timidez em excesso: restringe a expressão por receio de críticas;
  • perfeccionismo: estabelece padrões inalcançáveis e se pune quando não os atinge;
  • não se permitir errar: vê o erro como ameaça ao valor pessoal;
  • excesso de comparação com os outros: mede a própria vida por métricas externas;
  • dificuldade para aceitar as próprias conquistas: atribui resultados ao acaso;
  • sente-se incapaz e insuficiente: mantém uma narrativa interna de inadequação;
  • diálogos mentais negativos constantes: repete autocríticas automáticas;
  • desmarcar compromissos por insegurança: como algum problema na aparência, assim, evita exposição por medo de rejeição;
  • crises de ciúmes muito intensas em relacionamentos amorosos ou amizades: teme abandono e perde a segurança emocional;

O que causa baixa autoestima?

A autoestima baixa não surge do nada. Ela é construída ao longo da nossa história, geralmente a partir de experiências que nos marcaram profundamente. 

 

Vamos explorar algumas das causas mais comuns na sequência.

Experiências na infância

Ambientes com críticas constantes, ausência de validação ou comparações entre irmãos ensinam a criança a duvidar do próprio valor. 

 

Quando elogios são raros e erros recebem punição intensa, forma-se a crença de que é preciso “merecer” afeto. 

 

Na vida adulta, isso se traduz em medo de errar e dificuldade de se reconhecer como competente.

Relações abusivas ou críticas constantes

Na vida adulta, relacionamentos abusivos ou muito críticos, seja com um parceiro, chefe ou amigo, funcionam como um veneno para a autoestima. 

 

Estar em um ambiente em que você é constantemente desqualificado, humilhado ou tem suas opiniões desvalorizadas faz com que, aos poucos, você passe a acreditar que realmente merece aquele tratamento.

 

Na Live abaixo, falamos sobre relacionamentos amorosos abusivos e mostramos como a terapia e psicologia ajudam nesse tema sensível:

 

https://www.youtube.com/watch?v=nY-HJe7SOXU 

Frustrações e fracassos repetidos

Viver uma sequência de experiências negativas, como reprovações em vestibulares, demissões ou términos de relacionamento, abala profundamente a confiança em si mesmo. 

 

Quando não temos ferramentas emocionais para processar esses eventos, começamos a achar que o problema somos nós, e não as circunstâncias.

Comparação social e redes sociais

As redes sociais, especialmente, criam um palco em que só vemos os “melhores momentos” da vida dos outros.

 

Isso nos leva a nos comparar com uma realidade que não existe, logo, gera frustração e inadequação.

 

Um estudo do Panorama da Saúde Mental 2024, do Instituto Cactus com a AtlasIntel, mostrou como feedback digital influencia a autoimagem e o bem-estar:

 

  • 40% das pessoas relatam autoestima profundamente afetada por curtidas e comentários, sobretudo entre adolescentes e jovens adultos, mais sensíveis a julgamentos.

Minorias sociais

Pesquisas apontam que, se comparadas aos homens, as mulheres têm menos autoestima e segurança em si mesmas até os 40 anos. 

 

Depois dessa idade a tendência é que se equipare e as mulheres cheguem ao auge aos 60, superando os homens dessa mesma faixa etária.

 

Há vários motivos que fazem com que as mulheres mais jovens cultivem uma autoestima mais baixa, entre eles, a sociedade machista em que vivemos. 

 

No geral, todas as minorias, seja de gênero, raça ou religião, podem sofrer mais com percepções mais negativas sobre si mesmas.

Desemprego

O desemprego também é um fator capaz de abalar a autoestima. 

 

Pesquisas revelam que, em comparação com as pessoas empregadas, as desempregadas têm o dobro de chances de sofrer com a depressão. 

 

A dificuldade para conseguir emprego pode gerar problemas de autoconfiança, estresse, ansiedade etc.

Maternidade

A maternidade pode ser bem desafiadora para muitas mulheres que, durante a gravidez e após o parto, se veem infelizes com seus corpos e passam a viver baseadas em comparações.

 

A autocobrança e os questionamentos sobre o novo papel como mãe são capazes ocasionar sentimentos de culpa e incapacidade.

 

No Mental Health Summit 2023, a saúde mental na maternidade foi um tema discutido em uma roda de conversa entre especialistas. Para assistir, dê o play no vídeo abaixo:

 

https://www.youtube.com/watch?v=U7yQPCZSffo 

Como tratar a baixa autoestima?

Superar a autoestima baixa é um processo de reconstrução. 

 

Não se trata de acordar um dia se amando incondicionalmente, mas de construir, tijolo por tijolo, uma relação mais justa, compassiva e realista com você mesmo. 

 

Confira abaixo alguns caminhos de autodescoberta e prática diária.

Identifique a origem da autoestima baixa

Para curar uma ferida, é preciso saber onde ela dói e como foi feita. 

 

Para isso, reflita (com ou sem ajuda terapêutica) sobre quando essa voz crítica começou. 

 

Ela se parece com a voz de alguém do seu passado? Ela se intensifica em quais situações?

 

Entender a origem ajuda a separar o que é seu do que foi imposto a você.

Trabalhe pensamentos negativos sobre si

Comece a prestar atenção no seu diálogo interno. Quando um pensamento como “sou um fracasso” aparecer, não o aceite como um fato.

 

Questione-o como faria com um mau conselho de um amigo: “Isso é verdade absoluta? Ou estou sendo duro demais?”.

 

Aos poucos, você pode substituir a autocrítica por uma análise mais equilibrada.

Busque o autoconhecimento

Quanto mais você conhece suas qualidades, defeitos, valores, medos e desejos, menos você depende da opinião alheia para se definir. 

 

O autoconhecimento é a bússola que te mostra quem você realmente é, para além dos rótulos e das expectativas externas .

Reduza comparações e autocrítica

A comparação é a ladra da alegria. Lembre-se: você está comparando seu bastidor com o filme editado dos outros. 

 

Sempre que se pegar comparando, tente direcionar esse olhar para o seu próprio progresso. 

 

E trate a autocrítica como uma parte de você que precisa de cuidado, não de mais repreensão.

Celebre as suas conquistas

Quem sofre com a autoestima baixa costuma ter dificuldade para comemorar as suas próprias conquistas. 

 

Para mudar isso, que tal começar a cultivar um diário de conquistas, no qual você lista todos os dias ou toda semana motivos de orgulho e celebração.

 

Não se apegue somente às coisas grandiosas e permita-se comemorar pequenas conquistas do dia a dia. 

 

Este exercício também é muito interessante para relembrar as suas qualidades e habilidades.

Não faça generalizações

Também é muito comum que quem tem problemas de autoestima acredite que só porque cometeu um erro no passado irá cometê-lo sempre.

 

É preciso trabalhar a ideia de que estamos em constante evolução e que um arrependimento de anos atrás não reflete quem você é hoje. 

 

Aceite os erros, aprenda com eles e siga em frente.

Foque no presente

Como é fácil cair na armadilha de focar apenas no passado ou no futuro e se esquecer do presente. 

 

Viver no agora é fundamental para não ter problemas sérios de autoestima que podem ser decorrentes de algo que aconteceu há anos ou pela ânsia daquilo que ainda está por vir.

Faça terapia

O acompanhamento de um psicólogo é muito importante para quem tem autoestima baixa, pois contribui para o processo de autoconhecimento, além de ajudar o paciente a detectar gatilhos e padrões em seus modos de pensar e agir.

 

A psicoterapia é um processo de médio a longo prazo, portanto, não espere resultados do dia para a noite. 

 

É necessário ter consistência e não desistir no meio do caminho. Pode ser doloroso encarar os seus fantasmas, mas é importante para resgatar o seu amor próprio.

 

Imagem como-tratar-autoestima-baixa

Como a Vittude ajuda você no desenvolvimento da autoestima

Dar o primeiro passo para cuidar da saúde mental é um ato de coragem. 

 

A Vittude está aqui para simplificar essa jornada ao conectar você a psicólogos capacitados e especialistas em diversas áreas, como o fortalecimento da autoestima. 

 

Por aqui, oferecemos um atendimento psicológico online, acessível e seguro, para você se cuidar de onde estiver, no conforto da sua casa.

 

Não importa o tamanho da sua dor, o apoio psicológico especializado faz toda a diferença para te ajudar a se reconectar com seu valor e escrever uma nova história com você mesmo.

 

Comece agora mesmo sua jornada de autoconhecimento e supere a autoestima baixa. 

 

Encontre o psicólogo ideal para você na Vittude e caminhe rumo a uma vida mais leve e confiante!

 

Imagem de capa: autoestima-baixa

Perguntas frequentes sobre autoestima baixa

1. Autoestima baixa tem cura?

Sim, a baixa autoestima pode ser superada. Não se trata de uma doença incurável, mas de um padrão de pensamento e comportamento que pode ser desaprendido e reconstruído com autoconhecimento, prática e, em muitos casos, acompanhamento terapêutico.

2. Existe diferença entre autoestima e autoconfiança?

Sim. A autoconfiança está mais ligada à sua capacidade de realizar tarefas e atingir metas (“eu sei fazer isso”). Já a autoestima é um sentimento mais amplo de valor próprio, independente de desempenho (“eu tenho valor, mesmo que eu falhe”).

3. Pessoas confiantes também têm autoestima baixa?

É possível. Alguém pode ser extremamente confiante e competente no trabalho (autoconfiança profissional), mas ter uma visão muito negativa de si mesmo como pessoa, sentindo-se indigno de amor ou afeto em seus relacionamentos pessoais.

4. Remédio (medicamento) resolve problema de autoestima?

Não diretamente. Medicamentos psiquiátricos podem tratar condições como depressão e ansiedade, que muitas vezes andam lado a lado com a baixa autoestima. No entanto, o trabalho de reconstrução da autoimagem e do valor pessoal é feito essencialmente na psicoterapia.

5. Como ajudar um amigo ou familiar com autoestima baixa?

O principal é oferecer escuta e acolhimento sem julgamentos. Evite frases prontas como “é só se amar mais”. Em vez disso, valide os sentimentos dele e incentive, com delicadeza, a busca por ajuda profissional, mostrando que isso é um cuidado e não uma fraqueza.

A Vittude é referência no desenvolvimento e gestão estratégica de programas de saúde mental para empresas, sendo parceira dos maiores empregadores do Brasil. Com um ecossistema de soluções inteligentes em saúde mental, desenvolve projetos apoiados em 4 pilares: diagnóstico, educação, clínica e inteligência. Atende mais de 200 clientes, possuindo mais de 3,5 milhões de pessoas beneficiadas por suas soluções.
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