{"id":31627,"date":"2026-10-22T09:00:00","date_gmt":"2026-10-22T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/vittude.com\/blog\/?p=31627"},"modified":"2026-10-22T13:57:17","modified_gmt":"2026-10-22T16:57:17","slug":"nr1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vittude.com\/blog\/nr1\/","title":{"rendered":"NR-1 e riscos psicossociais: o que muda al\u00e9m do checklist"},"content":{"rendered":"\n\n<div class=\"kk-star-ratings kksr-auto kksr-align-left kksr-valign-top kksr-disabled\"\n    data-payload='{&quot;align&quot;:&quot;left&quot;,&quot;id&quot;:&quot;31627&quot;,&quot;readonly&quot;:&quot;1&quot;,&quot;slug&quot;:&quot;default&quot;,&quot;valign&quot;:&quot;top&quot;,&quot;ignore&quot;:&quot;&quot;,&quot;reference&quot;:&quot;auto&quot;,&quot;class&quot;:&quot;&quot;,&quot;count&quot;:&quot;1&quot;,&quot;legendonly&quot;:&quot;&quot;,&quot;score&quot;:&quot;5&quot;,&quot;starsonly&quot;:&quot;&quot;,&quot;best&quot;:&quot;5&quot;,&quot;gap&quot;:&quot;4&quot;,&quot;greet&quot;:&quot;&quot;,&quot;legend&quot;:&quot;5\\\/5 - (1 voto)&quot;,&quot;size&quot;:&quot;16&quot;,&quot;title&quot;:&quot;NR-1 e riscos psicossociais: o que muda al\u00e9m do checklist&quot;,&quot;width&quot;:&quot;98&quot;,&quot;_legend&quot;:&quot;{score}\\\/{best} - ({count} {votes})&quot;,&quot;font_factor&quot;:&quot;1.25&quot;}'>\n            \n<div class=\"kksr-stars\">\n    \n<div class=\"kksr-stars-inactive\">\n            <div class=\"kksr-star\" data-star=\"1\" style=\"padding-right: 4px\">\n            \n\n<div class=\"kksr-icon\" style=\"width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n        <\/div>\n            <div class=\"kksr-star\" data-star=\"2\" style=\"padding-right: 4px\">\n            \n\n<div class=\"kksr-icon\" style=\"width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n        <\/div>\n            <div class=\"kksr-star\" data-star=\"3\" style=\"padding-right: 4px\">\n            \n\n<div class=\"kksr-icon\" style=\"width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n        <\/div>\n            <div class=\"kksr-star\" data-star=\"4\" style=\"padding-right: 4px\">\n            \n\n<div class=\"kksr-icon\" style=\"width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n        <\/div>\n            <div class=\"kksr-star\" data-star=\"5\" style=\"padding-right: 4px\">\n            \n\n<div class=\"kksr-icon\" style=\"width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n        <\/div>\n    <\/div>\n    \n<div class=\"kksr-stars-active\" style=\"width: 98px;\">\n            <div class=\"kksr-star\" style=\"padding-right: 4px\">\n            \n\n<div class=\"kksr-icon\" style=\"width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n        <\/div>\n            <div class=\"kksr-star\" style=\"padding-right: 4px\">\n            \n\n<div class=\"kksr-icon\" style=\"width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n        <\/div>\n            <div class=\"kksr-star\" style=\"padding-right: 4px\">\n            \n\n<div class=\"kksr-icon\" style=\"width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n        <\/div>\n            <div class=\"kksr-star\" style=\"padding-right: 4px\">\n            \n\n<div class=\"kksr-icon\" style=\"width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n        <\/div>\n            <div class=\"kksr-star\" style=\"padding-right: 4px\">\n            \n\n<div class=\"kksr-icon\" style=\"width: 16px; height: 16px;\"><\/div>\n        <\/div>\n    <\/div>\n<\/div>\n                \n\n<div class=\"kksr-legend\" style=\"font-size: 12.8px;\">\n            5\/5 - (1 voto)    <\/div>\n    <\/div>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" width=\"1024\" height=\"639\" src=\"https:\/\/vittude.com\/blog\/wp-content\/uploads\/nr1.png\" alt=\"NR-1 e riscos psicossociais: o que a norma passou a exigir e por que checklist n\u00e3o basta\" class=\"wp-image-31628\" srcset=\"https:\/\/vittude.com\/blog\/wp-content\/uploads\/nr1.png 1024w, https:\/\/vittude.com\/blog\/wp-content\/uploads\/nr1-300x187.png 300w, https:\/\/vittude.com\/blog\/wp-content\/uploads\/nr1-768x479.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<p>A <a href=\"https:\/\/vittude.com\/blog\/nr-1\/\">NR-1<\/a> \u00e9 a norma regulamentadora que organiza o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) das empresas brasileiras. Com a Portaria MTE 1.419\/2024, em vigor desde 26 de maio de 2026, os riscos psicossociais passaram a constar de forma expressa no invent\u00e1rio do PGR, com avalia\u00e7\u00e3o, plano de a\u00e7\u00e3o e acompanhamento, como j\u00e1 acontecia com os riscos f\u00edsicos, qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a norma n\u00e3o pede um question\u00e1rio arquivado. Pede que a empresa identifique onde a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho est\u00e1 adoecendo as pessoas, decida o que fazer a respeito e acompanhe se o que fez funcionou. Este texto complementa o nosso <a href=\"https:\/\/vittude.com\/blog\/riscos-psicossociais-e-nr-1\/\">guia sobre riscos psicossociais e NR-1<\/a> e se concentra na parte que quase ningu\u00e9m explica, o que vem depois do diagn\u00f3stico.<\/p>\n<h2>O que a NR-1 passou a exigir sobre riscos psicossociais?<\/h2>\n<p>A NR-1 passou a exigir que os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho sejam identificados, avaliados e controlados dentro do GRO, com registro no invent\u00e1rio de riscos e medidas de preven\u00e7\u00e3o no plano de a\u00e7\u00e3o do PGR.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a \u00e9 menos uma novidade do que um esclarecimento. Desde 2022 a norma j\u00e1 obrigava o empregador a gerenciar todos os riscos ocupacionais, e a NR-17 j\u00e1 tratava da organiza\u00e7\u00e3o do trabalho como condi\u00e7\u00e3o de trabalho. O que a Portaria 1.419\/2024 fez foi tirar a sa\u00fade mental da zona cinzenta. Sobrecarga, metas incompat\u00edveis com o tempo dispon\u00edvel, baixa autonomia, falta de suporte da lideran\u00e7a, ass\u00e9dio e m\u00e1 gest\u00e3o de mudan\u00e7as passam a ter o mesmo status normativo de um ru\u00eddo acima do limite ou de uma subst\u00e2ncia t\u00f3xica.<\/p>\n<h2>Desde quando a nova NR-1 est\u00e1 em vigor?<\/h2>\n<p>A nova reda\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo 1.5 da NR-1 est\u00e1 em vigor desde 26 de maio de 2026. O prazo original era maio de 2025 e foi adiado uma vez. Em janeiro de 2026, o Departamento de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a no Trabalho (DSST) descartou um novo adiamento, e seu diretor, Alexandre Scarpelli, lembrou que esses riscos &#8220;j\u00e1 deveriam estar sendo gerenciados h\u00e1 muito tempo&#8221;.<\/p>\n<p>Ou seja, quem ainda n\u00e3o come\u00e7ou n\u00e3o est\u00e1 em cima do prazo. Est\u00e1 atrasado.<\/p>\n<h2>O que s\u00e3o riscos psicossociais no trabalho?<\/h2>\n<p>Riscos psicossociais s\u00e3o caracter\u00edsticas da forma como o trabalho \u00e9 organizado, gerido e vivido que aumentam a probabilidade de adoecimento mental e f\u00edsico. N\u00e3o s\u00e3o tra\u00e7os da personalidade de quem trabalha.<\/p>\n<p>Essa distin\u00e7\u00e3o muda tudo. Muitas empresas ainda tratam o tema como quest\u00e3o de comportamento individual e respondem com aplicativo de medita\u00e7\u00e3o, palestra no Setembro Amarelo ou sala de descompress\u00e3o. S\u00e3o iniciativas que t\u00eam valor, mas n\u00e3o tocam no risco. Risco psicossocial est\u00e1 na estrutura, na meta imposs\u00edvel, na reorganiza\u00e7\u00e3o anunciada por e-mail, no gestor que pune o erro, na cultura que normaliza a sobrecarga. Para entender a origem dessa leitura, vale conhecer a <a href=\"https:\/\/vittude.com\/blog\/psicodinamica-do-trabalho-de-dejours-o-que-e\/\">psicodin\u00e2mica do trabalho de Dejours<\/a> e o <a href=\"https:\/\/vittude.com\/blog\/biopsicossocial\/\">modelo biopsicossocial<\/a>.<\/p>\n<h2>Como os riscos psicossociais entram no PGR?<\/h2>\n<p>Os riscos psicossociais entram no PGR pelo mesmo caminho dos demais riscos ocupacionais. S\u00e3o identificados, avaliados por probabilidade e severidade, registrados no invent\u00e1rio e tratados no plano de a\u00e7\u00e3o, com respons\u00e1veis, prazos e forma de acompanhamento.<\/p>\n<h3>Invent\u00e1rio, plano de a\u00e7\u00e3o e acompanhamento<\/h3>\n<p>O <strong>invent\u00e1rio<\/strong> registra quais fatores de risco existem, em quais \u00e1reas, fun\u00e7\u00f5es ou grupos, e com que n\u00edvel de risco. O <strong>plano de a\u00e7\u00e3o<\/strong> define as medidas de preven\u00e7\u00e3o para cada risco priorizado, quem responde por elas e at\u00e9 quando. O <strong>acompanhamento<\/strong> verifica se as medidas foram implementadas e se o risco mudou, o que exige medir de novo em ciclos regulares, e n\u00e3o uma vez s\u00f3.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse terceiro elemento que a maior parte dos programas trava. Risco psicossocial n\u00e3o \u00e9 est\u00e1tico. Muda com troca de gest\u00e3o, reestrutura\u00e7\u00e3o, pico de demanda e crise. Um diagn\u00f3stico pontual que vira documento de gaveta envelhece na velocidade do pr\u00f3ximo reorganograma.<\/p>\n<h2>Aplicar um question\u00e1rio basta para cumprir a NR-1?<\/h2>\n<p>N\u00e3o. Aplicar um question\u00e1rio \u00e9 o come\u00e7o da identifica\u00e7\u00e3o de riscos, n\u00e3o o cumprimento da norma. A NR-1 exige que a empresa se responsabilize pelo que encontrou e adote medidas de controle para eliminar ou reduzir esses riscos.<\/p>\n<p>Aqui mora a armadilha do checklist. A pergunta que circula nas empresas \u00e9 &#8220;o que eu preciso preencher para n\u00e3o levar multa?&#8221;, quando deveria ser &#8220;o que eu preciso mudar para as pessoas n\u00e3o adoecerem?&#8221;. Como resume o especialista em SST Rodrigo Vaz, um bom papel n\u00e3o salva ningu\u00e9m. Mapear e n\u00e3o gerir \u00e9 compliance de fachada, um documento para mostrar ao auditor e n\u00e3o uma gest\u00e3o que protege algu\u00e9m.<\/p>\n<p>Vale tamb\u00e9m separar mapeamento de pesquisa de clima. Clima mede a percep\u00e7\u00e3o que as pessoas t\u00eam da empresa. Mapeamento de riscos psicossociais usa instrumentos validados para identificar fatores de risco, localizar onde est\u00e3o concentrados e ligar cada um a uma a\u00e7\u00e3o. Um n\u00e3o substitui o outro.<\/p>\n<p>Por isso a pergunta que deveria orientar qualquer contrata\u00e7\u00e3o \u00e9 simples. Depois do diagn\u00f3stico, voc\u00ea vai receber um relat\u00f3rio ou um plano?<\/p>\n<h2>Por que a NR-1 \u00e9 uma quest\u00e3o de neg\u00f3cio, e n\u00e3o s\u00f3 de norma?<\/h2>\n<p>Porque o custo dos riscos psicossociais j\u00e1 est\u00e1 na opera\u00e7\u00e3o, com ou sem fiscaliza\u00e7\u00e3o. A multa \u00e9 o argumento errado. O contingente de auditores fiscais \u00e9 pequeno diante do universo de empresas brasileiras, e a maioria nunca vai receber uma visita.<\/p>\n<p>O dinheiro sai por outros lugares, todos os meses. Em 2025, o Brasil registrou 546.254 afastamentos por transtornos mentais, alta de 15,6% sobre o ano anterior, segundo a Previd\u00eancia Social, e o gasto previdenci\u00e1rio com esses afastamentos passou de R$ 30 bilh\u00f5es. Quando o afastamento tem nexo com o trabalho, ele pesa no Fator Acident\u00e1rio de Preven\u00e7\u00e3o (FAP), que multiplica a al\u00edquota do RAT por um valor entre 0,5 e 2,0 e incide sobre a folha inteira. Os atestados de menos de 15 dias nem entram nessa estat\u00edstica, porque o custo fica todo com a empresa. Some a isso o <a href=\"https:\/\/vittude.com\/blog\/presenteismo\/\">presente\u00edsmo<\/a>, a sinistralidade do plano de sa\u00fade e o turnover.<\/p>\n<p>Tratar a NR-1 como estrat\u00e9gia, e n\u00e3o como formul\u00e1rio, \u00e9 o que permite usar o diagn\u00f3stico para decidir onde investir, em vez de apenas arquivar o resultado. A <a href=\"https:\/\/vittude.com\/blog\/saude-ocupacional\/\">sa\u00fade ocupacional<\/a> deixa de ser um centro de custo defensivo e passa a ter dado para conversar com a diretoria.<\/p>\n<h2>O que o Censo mostra quando o ambiente muda<\/h2>\n<p>O dado mais \u00fatil para quem vai montar um plano de a\u00e7\u00e3o \u00e9 que os indicadores de sa\u00fade mental respondem ao ambiente. O Censo de Sa\u00fade Mental Vittude \u00b7 2025 \u00b7 N = 174.475 \u00b7 35 empresas mostra isso com clareza.<\/p>\n<p>Entre os 29% de respondentes que experimentaram alta seguran\u00e7a psicol\u00f3gica, a propens\u00e3o ao burnout foi de 0%. Na m\u00e9dia das empresas avaliadas, 45% das pessoas atuam em condi\u00e7\u00f5es de inseguran\u00e7a psicol\u00f3gica que representam risco psicossocial concreto, e o presente\u00edsmo m\u00e9dio foi de 32%.<\/p>\n<p>Dois achados do Censo orientam a prioriza\u00e7\u00e3o. O primeiro \u00e9 que a seguran\u00e7a psicol\u00f3gica \u00e9 o indicador mais correlacionado com todos os demais, e a lideran\u00e7a, que a sustenta, aparece entre os fatores de maior correla\u00e7\u00e3o com sofrimento ps\u00edquico, burnout, ass\u00e9dio e presente\u00edsmo. O segundo \u00e9 que entre 78% e 84% das pessoas que presenciaram ou sofreram ass\u00e9dio optaram por n\u00e3o denunciar, o que significa que canais formais, sozinhos, deixam a empresa operando no escuro.<\/p>\n<p>A leitura pr\u00e1tica \u00e9 direta. Se o mesmo indicador muda tanto de um ambiente para outro, o plano de a\u00e7\u00e3o precisa mirar o ambiente, e n\u00e3o apenas oferecer cuidado individual a quem j\u00e1 adoeceu. Terapia \u00e9 parte da resposta, mas n\u00e3o compensa uma organiza\u00e7\u00e3o do trabalho que continua produzindo sofrimento.<\/p>\n<h2>Do diagn\u00f3stico ao plano de a\u00e7\u00e3o: por onde come\u00e7ar<\/h2>\n<p>Um plano de a\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel depois do diagn\u00f3stico costuma seguir cinco movimentos.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Medir com rigor.<\/strong> Usar instrumentos psicom\u00e9tricos validados, com sigilo e resultados apenas agregados. A empresa tem direito \u00e0 intelig\u00eancia sobre os dados, n\u00e3o \u00e0 intimidade de ningu\u00e9m.<\/li>\n<li><strong>Analisar com profundidade.<\/strong> Cruzar o quantitativo com escutas qualitativas, como grupos focais, nas \u00e1reas que concentram risco.<\/li>\n<li><strong>Priorizar e implementar medidas de controle.<\/strong> Rever cargas, metas, fluxos e rituais nas \u00e1reas cr\u00edticas, com respons\u00e1vel e prazo para cada risco.<\/li>\n<li><strong>Formar lideran\u00e7as.<\/strong> Capacitar gestores em seguran\u00e7a psicol\u00f3gica, gest\u00e3o de carga e conversas dif\u00edceis, j\u00e1 que \u00e9 por eles que as medidas chegam ao dia a dia.<\/li>\n<li><strong>Integrar ao sistema de gest\u00e3o.<\/strong> Reavaliar em ciclos, de prefer\u00eancia anuais, e acompanhar os indicadores como se acompanham os financeiros.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Conte com tempo. Pela experi\u00eancia da Vittude, um mapeamento bem conduzido leva no m\u00ednimo 90 dias da contrata\u00e7\u00e3o \u00e0 entrega do invent\u00e1rio, sem contar as etapas de suprimentos, jur\u00eddico e LGPD, que em grandes empresas podem somar meses.<\/p>\n<p>Nenhum fornecedor garante, sozinho, a adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 NR-1. Ela depende do que a empresa faz com o que mediu. O papel de um bom parceiro \u00e9 entregar um diagn\u00f3stico confi\u00e1vel e ajudar a transform\u00e1-lo em decis\u00e3o.<\/p>\n<h2>Perguntas frequentes<\/h2>\n<h3>O que a NR-1 exige sobre riscos psicossociais?<\/h3>\n<p>Exige que os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho sejam identificados, avaliados e controlados no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, com registro no invent\u00e1rio e medidas no plano de a\u00e7\u00e3o do PGR.<\/p>\n<h3>Desde quando a nova NR-1 est\u00e1 em vigor?<\/h3>\n<p>A nova reda\u00e7\u00e3o, trazida pela Portaria MTE 1.419\/2024, est\u00e1 em vigor desde 26 de maio de 2026. O governo descartou novo adiamento em janeiro de 2026.<\/p>\n<h3>O que s\u00e3o riscos psicossociais no trabalho?<\/h3>\n<p>S\u00e3o caracter\u00edsticas da organiza\u00e7\u00e3o, da gest\u00e3o e das rela\u00e7\u00f5es de trabalho que aumentam a chance de adoecimento, como sobrecarga, baixa autonomia, falta de suporte, ass\u00e9dio e m\u00e1 gest\u00e3o de mudan\u00e7as. Est\u00e3o na estrutura do trabalho, n\u00e3o na personalidade de quem trabalha.<\/p>\n<h3>Como os riscos psicossociais entram no PGR?<\/h3>\n<p>Entram como os demais riscos ocupacionais. S\u00e3o registrados no invent\u00e1rio com seu n\u00edvel de risco, tratados no plano de a\u00e7\u00e3o com respons\u00e1veis e prazos e reavaliados periodicamente.<\/p>\n<h3>Aplicar um question\u00e1rio basta para cumprir a NR-1?<\/h3>\n<p>N\u00e3o. O question\u00e1rio \u00e9 parte da identifica\u00e7\u00e3o. A norma pede medidas de controle e acompanhamento, ou seja, um plano executado e revisto em ciclos.<\/p>\n<p>Se a sua empresa j\u00e1 mediu e n\u00e3o sabe o que fazer com o resultado, ou ainda n\u00e3o come\u00e7ou, <a href=\"https:\/\/empresas.vittude.com\/\"><strong>converse com a Vittude sobre o diagn\u00f3stico de riscos psicossociais<\/strong><\/a>.<\/p>\n<h2>Fontes<\/h2>\n<ul>\n<li>Portaria MTE n\u00ba 1.419\/2024, que d\u00e1 nova reda\u00e7\u00e3o ao cap\u00edtulo 1.5 da NR-1 (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais). Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, 27 de agosto de 2024<\/li>\n<li>NR-17 (Ergonomia), Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego<\/li>\n<li>Censo de Sa\u00fade Mental Vittude \u00b7 2025 \u00b7 N = 174.475 \u00b7 35 empresas, e Anu\u00e1rio Censo Vittude (ano-base 2025), cap\u00edtulos 3.6, 3.7, 3.8, 4 e 7<\/li>\n<li>Previd\u00eancia Social, afastamentos por transtornos mentais em 2025 (546.254, +15,6%) e gasto previdenci\u00e1rio acima de R$ 30 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>Declara\u00e7\u00e3o de Alexandre Scarpelli (diretor do DSST\/MTE), janeiro de 2026, conforme artigo de Tatiana Pimenta na \u00c9poca Neg\u00f3cios (maio de 2026)<\/li>\n<li>Rodrigo Vaz, &#8220;um bom papel n\u00e3o salva ningu\u00e9m&#8221;, conforme artigo de Tatiana Pimenta na \u00c9poca Neg\u00f3cios (mar\u00e7o de 2026)<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda o que a NR-1 exige sobre riscos psicossociais desde maio de 2026 e por que aplicar um question\u00e1rio \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o. 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