Cuidadores

Cuidadores – Cuidar de quem cuida

Você sabia que cuidar de quem cuida é tão importante como quem está sendo cuidado? Familiares próximos que cuidam de pacientes graves e crônicos necessitam de cuidados  e acompanhamento psicológico devido ao alto nível de stress que isso causa.

O cuidador é submetido constantemente a pressões e angústias geradas pela responsabilidade de tal tarefa. Ele(a) muda totalmente seu modo de viver e pensar. Muda sua agenda, suas responsabilidades e prioridades.

Cuidar do(a) cuidador(a)

Sempre preocupando-se em cuidar, preocupa-se com horário de medicamentos, contato com os médicos, cuidados de higiene, alimentação e bem-estar do paciente,. Assim, tem que estar sempre à disposição, sempre presente, dando o melhor de si para que esse ente querido seja cuidado com todo carinho e conforto que o cuidador possa lhe oferecer!

Muitos, por necessidade de continuar com sua vida profissional e social, contratam uma terceira pessoa para esse cargo, mas com o tempo percebem que não é a mesma coisa como se ele próprio estivesse cuidando.

A pessoa contratada pode ser o melhor profissional existente na face da terra, fazer igual ou até melhor do que a pessoa que a contratou, mas sempre vai deixar a desejar, sempre será encontrado um defeito aqui, outro ali…

E isso não é por deficiência técnica do contratado, mas sim por exigência do contratante. Isso porque este projeta no contratado seus medos e angústias e acaba trocando sempre de cuidador até chegar ao ponto de desistir e ele mesmo, por medo ou insegurança, volta a cuidar, retomando a responsabilidade para si mais uma vez!

Quando o(a) cuidador(a) é o(a) familiar

Quando tal fato ocorre, a pessoa, que no caso é o familiar, já está envolvido com a situação. Ou seja, com a patologia do paciente, de tal forma que cria-se uma situação de dependência tamanha que chega ao ponto de também manifestar problemas de saúde e também de ordem psicológica.

A pessoa esquece de si, empenhando todo seu tempo e sua vida profissional, afetiva e social. Assim, preocupando-se de uma maneira exagerada e também desenvolvendo pensamentos e comportamentos que não caberiam em determinadas situações.

É por isso que venho por aqui chamar atenção para este fato, pois tudo isso pode deixar sequelas na pessoa que cuida.

Sequelas em quem cuida

Sequelas como medo, culpa, isolamento social, desinteresse pela vida, levantando dúvidas e mais dúvidas sobre sua própria existência!

Leva-se em conta também a dificuldade que a pessoa cria em passar pela fase de luto, correndo-se o risco de permanecer em um “luto eterno e permanente”. Assim, pode desenvolver as tão famosas doenças psicossomáticas, como depressão, crises de ansiedade e até mesmo um câncer!

Portanto, se você que está lendo esse texto estiver passando por algo parecido, procure ajuda! E também para os médicos que tem a sensibilidade e capacidade de identificar tal situação, aconselhe da melhor forma possível essa pessoa a procurar ajuda, com apoio emocional e psicológico, para que no futuro este não se torne seu paciente.


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