Convivência familiar

Convivência familiar e afetiva em realidade de pandemia

Refletir sobre como estar inserido em ambientes comuns junto às pessoas que gostamos, que crescemos, que nos casamos, que nos unimos, têm levado aos mais variados estados de ânimos coletivos e individuais (se assim é possível afirmar). Sobre a convivência familiar na realidade que enfrentamos.

As formações em família incluem distintas idades, gerações, preferências, costumes, hábitos e tantos fatores que podem tornar as afinidades um quesito distante, nos dando a impressão de que nem existem.

Os sentimentos por nossos entes queridos não têm sustentado tantas horas de convívio em muitas famílias. As rotinas anteriores que nos faziam ficar afastados e ansiarmos em chegar em casa para assistir juntos aquele filme ou série, para jogar aquela partida no vídeo game, para fazer aquela receita que compartilhou com um(a) amigo(a), o churrasco a ser marcado para o final de semana e encontrar com amigos e ou familiares.

A convivência familiar na realidade da pandemia

Sabemos que encontros com as pessoas hoje não são permitidos, por uma força maior, e devemos ser solidários e precavidos uns com os outros diante da quarentena e realidade em pandemia.

Sendo assim, o que também acabou se tornando real infelizmente em muitas residências, foi o isolamento frente a tela do celular por horas. Somam-se a disputa pelo controle remoto ou pelo acento no sofá, a rejeição pela organização nas tarefas e divisão delas, pelo cômodo onde é possível trabalhar fazendo home office ou tendo aulas online.

Estamos trazendo nossas vidas externas para dentro de nossas casas e lares, de uma forma despreparada e sempre com a ideia de que será por mais um mês. Porém, o fim mesmo muito desejado é ainda indefinido frente aos órgãos da saúde e líderes de governo.

Mudanças nas dinâmicas de convívio

As dinâmicas de convívio mudaram bastante. Assim, acabamos esbarrando uns nos outros com nossas prioridades e afazeres, sem falar na busca do sustento e sobrevivência, que se ajustou de forma imensurável para todos.

O “esbarrar uns nos outros” se refere às nossas personalidades. Embora construídas quando irmãos crescendo e morando na mesma residência, se diferem bastante em suas formações.

 Assim, é importante nos darmos conta de continuarmos a ser indivíduos. Se você é um(a) chefe de família pode, em alguns momentos, tentar reunir a todos contando histórias às crianças.

De como foi a chegada até os dias atuais, trazendo referências junto aos avós (quando estes fazem parte deste contexto familiar). Da mesma forma, propor jogos de tabuleiros, ensinando receitas, discutir as notícias e fatos da atualidade… Afinal, estão todos juntos, e ignorar as personas de cada um não vai adiantar, favorecerá apenas os conflitos e rejeições.

A questão do ressentimento em meio à convivência familiar

Não fica complicado brincar, estar perto ou rir com alguém que estamos ressentidos?

Quando as interações não acontecem, torna-se complicado conviver e este é um momento delicado. Ou seja, é difícil evitar encarar as pessoas, porque elas estão muito perto para isso. Assim, o mais indicado a fazer é tentar achar meios para torná-la possível, pensando a respeito de como será na hora do jantar, do que vamos fazer juntos no fim de semana, selecionar filmes e programas para assistir e propor votação, por exemplo.

As crianças adoram se sentir importantes e lembradas. Por que não terem tarefas com relação aos animais ou as plantas da casa? Dar a refeição ao cachorro, molhar as plantas.

Outro ponto é destacar os potenciais. Ora, se somos personalidades únicas temos características de valor particular. Assim, pode-se elogiar, ao terminar uma tarefa ou fazer a citação da conclusão dela, ao almoçarem juntos ou ao final do dia. Isto possibilita que esta tarefa seja refeita no dia seguinte com maior dedicação.

Pequenos grandes gestos

Podemos pensar não somente no que deve ser feito ou sugerido como lazer, mas também nos exercícios físicos que podem ser realizados em conjunto ou com revezamento entre dias e grupos. Como o pai fazer com a filha hoje e amanhã com o filho, o simples jogar bola no quintal ou brincar de pular cordas já fará grande diferença para os filhos.

As situações vivenciadas neste momento de vida podem ser marcantes para a história que seus filhos, irmãos e pais contarão amanhã. Não esperávamos passar por este momento, nem queremos permanecer, mas podemos trabalhar nossas mentes para bons hábitos. Assim, meditar é um deles, onde devido à inclinação para o estresse, ansiedade e depressão faz-se uma ferramenta que diversas pessoas passaram a adotar.

Espero que consiga tornar seus dias mais leves apesar do que estamos vivenciando coletivamente com a pandemia, que unido a todos os critérios e cuidados possa se unir e fortalecer os laços familiares e de convívio as pessoas. Caso precise conversar ou de um auxílio psicológico, fico à disposição para este fortalecimento. 


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