É muito difícil para você tomar decisões?
Fica nervoso(a)/ ansioso(a) frente a uma decisão difícil?
Se pergunta repetidamente se está tomando a melhor decisão ou duvida das próprias escolhas?
O desafio da iniciativa e da tomada de decisão
Para muitas pessoas é um verdadeiro desafio tomar uma decisão, e às vezes, preferem ignorar essa sensação a ter que tomar uma iniciativa. Isso porque, a ansiedade começa a tomar contar e preferem não pensar a respeito.
Charles Peirce nos mostra em A Fixação da Crença que “A dúvida é um estado de insatisfação e inquietude do qual lutamos para nos desvencilhar e passar para um estado de crença, ao passo que este é um estado calmo e satisfatório que não desejamos evitar […]”. A crença nesse sentido é uma possibilidade de ação, é uma forma de pensar que cria a disposição de agir. Através da crença estabelecemos uma confiança maior relacionada ao futuro, dando abertura ao campo das possibilidades.
Tomar uma decisão é sobretudo acalmar esse estado de inquietude. A dúvida é importante porque nos possibilita agir para que ela seja eliminada, é a força que nos permite sair daquele estado e buscar algo melhor. Contudo, quando exacerbado, esse sentimento nos paralisa e impede que tomemos as melhores decisões.
Por isso, hoje vamos falar sobre cinco estratégias para que a tomada de decisão seja um processo mais construtivo e rápido.
TOMAR DECISÕES – 1º) Separe um período do seu dia ou da sua semana para pensar sobre isso
Pode parecer um pouco estranho, mas boas decisões implicam avaliar conscientemente as implicações e possibilidades que elas envolvem. Nesse momento, é necessário que você perceba o problema por vários ângulos e identifique suas possibilidades.
Nesse momento você precisa reunir todas as informações que estão disponíveis a você, para que tome a decisão baseada em fatos e não somente em emoções. Por essa razão é importante separar pelo menos trinta minutos a uma hora para isso.
Cuidado também para não estar usando esse momento para ficar adiando uma decisão, lembre-se que escolher bem nem sempre é escolher devagar.
TOMAR DECISÕES – 2º) Defina uma lista de prós e contras que sua decisão implica
Para tornar uma decisão mais racional é necessário que saibamos tudo o que essa escolha engloba. O que você ganha e o que você perde com essa decisão?
Ter essa visão pode ajudar você a mensurar melhor o porquê daquela alternativa ser a melhor. Nesse momento é importante fugir de respostas simples de “sim” ou “não”. Esse é um período também para tentar encontrar outras possibilidades e alternativas.
Só tome cuidado em não querer analisar demais e acabar enxergando coisas que não são reais ou transformando detalhes mínimos em fatos gigantescos.
Algumas escolhas podemos antever se serão boas decisões ou não baseados na lista de prós e contras. Por exemplo:
Se a decisão implica em uma mudança de cidade, por que não a conhecer e passar alguns dias para ver como se sente? Claro que nem sempre é possível fazer isso, mas com os avanços tecnológicos temos muitas informações a nosso dispor sobre determinados lugares (como índices de violência, áreas de lazer, o que existe nas proximidades e a visão que que as pessoas têm sobre aquele lugar).
TOMAR DECISÕES – 3º) Ter em mente quem você é e o que você quer alcançar
Saber quem você é, seus valores, suas prioridades, seus desejos e vontades podem ajudar a tomar uma decisão difícil. Isso porque quando se está na frente de uma escolha você consegue reconhecer se a oportunidade vai de encontro com o que você acredita ou naquilo que você mais deseja.
O autoconhecimento permite saber quais são suas capacidades. Cada pessoa possui uma característica particular que a diferencia dos outros. Identificar esse potencial pode ajudar você a desenvolver a autoconfiança necessária para tomar uma decisão que te satisfaça.
TOMAR DECISÕES – 4º) Converse com outras pessoas sobre o assunto
Para transmitir uma informação, iniciar um diálogo ou tirar uma dúvida é necessário organizar o pensamento de forma que a pessoa entenda, nesse processo algumas situações ficam até mais claras para você, nem sempre é necessário que a pessoa fale muito, o importante é que ela ouça e entenda o que você está dizendo.
Nem sempre ter alguém só para ouvir será o suficiente, principalmente quando se trata de algo novo ou uma experiência que nunca fez antes. Por isso é interessante conversar com alguém que passou por uma experiência parecida ou que tem conhecimento sobre o assunto. Ouvir tais pessoas pode ajudar a tomar uma decisão mais rápida e inteligente.
Só preste atenção para não aceitar recomendações cegamente. Nem sempre uma escolha que faz sentido para uma pessoa será a melhor escolha para você. Por isso é importante avaliar se aquele conselho vale ou não para você.
TOMAR DECISÕES – 5º) Avalie o que você realmente deseja
Normalmente, quando uma decisão parece difícil de ser tomada é porque existe algum conflito. Pode ser que racionalmente você pense que algo é mais prático ou melhor, mas seu coração deseja algo diferente. A pergunta a ser feita aqui é “O que você espera que aconteça?” ou “O que você quer conquistar?”
É importante ouvir suas expectativas porque não somos seres completamente racionais e nem sempre só a razão é o melhor caminho. É preciso entrar em um consenso entre razão e emoção e saber o que pesa mais. Existem momentos que a razão precisa prevalecer e em outros que a emoção tem um papel fundamental na tomada de decisão.
Mesmo assim, ninguém faz escolhas boas o tempo todo e está tudo bem. Todos erram e o erro nos ajuda a crescer, desenvolver e aprender, é preciso se perdoar por isso. O importante é saber que sempre haverá uma nova possibilidade, oportunidade e um recomeço!
Palavras-chave
Decisões; Dúvidas; Possibilidades; Escolhas.

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