COMO LIDAR COM OS CONFLITOS_ UMA VISÃO PSICOTERAPÊUTICO-ESPIRITUAL

Como lidar com os conflitos? Uma visão psicoterapêutico-espiritual

“Quando sairdes à guerra contra os teus inimigos …” (Devarim 21:10 – Ki Tetzê) “E quando estiverem em guerra” (Bamidbar 10:9).

Já faz parte da sabedoria popular: “está com cabeça quente, espera esfriar, coloca as coisas em perspectiva e esteja aberto ao outro”. Ou melhor, como costumo falar para as pessoas que atendo, “não existem mal-entendidos, existem mal escutados”. Muitas vezes o que causa um conflito em um relacionamento (pessoal, social, profissional, amoroso), está mais em nossa habilidade de escutar o outro, falar em um tom de voz apropriado, do que a questão em si!

Como lidar com os conflitos?

Como na parashá (porção semanal da Bíblia) Ki Tetsê, que relata várias formas de lidar com conflitos, listando várias orientações de como proceder, em todo conflito sempre é válido seguir orientações, tais como: sempre buscar uma referência em comum para dada questão para servir de norte a discussão; cada um respeitar o posicionamento do outro, sem ser teimoso em impor sua visão dos fatos. Do mesmo modo que não se veste shatnez (mescla de lã e linho na mesma peça de roupa), na famosa D.R. (discussão da relação) buscar não misturar razão com emoção; afim de, da mesma forma que a Biblia tem leis que orientam afastar a ave mãe do ninho antes de pegar seus filhotes ou ovos, antes de entrarmos em uma discussão “afastarmos” nosso desejos e pensamentos de domínio sobre o outro antes começarmos a D.R.

Como nos acordos que as tribos de Gad e Reuben fizeram com Moisés, para terem posse da terra no leste do Jordão para seus gados, em nossa vida também é necessário: Fazer acordos com a família (esposa/a, filhos, irmãos, pais), emprego, fornecedores, para conseguir trabalhar no Home Office. “Acordos” consigo para desenvolver uma rotina, fazer alguma atividade física, lidar com questões de relacionamentos, aprender a lidar com a ansiedade e desânimo, não ter burnout.”Acordos” que vão transformando gradativamente a procrastinação em motivação, a dificuldade em oportunidade, os conflitos em possibilidade de fazer a relação ficar mais forte, consistente, sólida. “Acordos”, consigo, com o outro (familiar, colega, cônjuge, filhos), vamos juntos construir!

Como a psicoterapia pode ajudar?

Diante dessas e outras orientações, que passo para as pessoas que atendo em nossa psicoterapia, nós podemos dizer que já existe um ambiente propício ao diálogo. Nós podemos iniciar buscando encontrar os consensos, afim de evitar de antemão versões dos fatos novas, que podem aparecer como justificativa frente ao argumento do outro. Após mencionar o objetivo do nosso encontro e possibilidades de acordos, nós podemos tratar dos direitos e deveres do outro, de respeitar o tempo do outro e perceber que diante de um conflito não há culpados, mas responsáveis por tal situação, né. Como costumo dizer em nossas sessões, nunca sabemos a relevância que uma ação que fizemos teve sobre o outro, não é?

Enfim, nessa porção também é orientado a importância de dar atenção especial a órfãos, viúvas e ser honesto. Como psicólogo mediador de conflitos, digo que é importante prezar pelas partes envolvidas, buscar a imparcialidade, entender cada lado da sua relação, afim de não haver a temida alienação parental, problemas no trabalho, em casa, por exemplo.

Como na advertência no final da porção semanal de recordar o que os amalekitas fizeram contra nós após a saída do Egito, nós podemos buscar visualizar as consequências de nossas ações sobre as futuras gerações! Afim de, diferentemente do Rei Saul, que permitiu que os amalekitas continuassem, nos esforçamos para saber conter nossas inclinações de desejo de controle, de superioridade intelectual, acadêmica ou financeira sobre o outro. Pois quem somos? Somos nada menos, nada mais que parte de algo maior que nós mesmos!

 

Como realizar tal ideal, deixando de ser algo imaginário para o plano da realidade, da vida comum, Felipe? Entre em contato e juntos vamos descobrindo o sentido dos seus problemas, questões e no curto, médio prazo contribuir para você aprender a conectar mais consigo, ser protagonista da sua vida e fazer ainda mais a diferença na vida do outro com psicologia e espiritualidade!


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