o que te faz acordar

O que te faz acordar pela manhã?

Você já parou para pensar sobre seu propósito de vida? Ou, colocando de forma mais simples, já pensou sobre o que te faz levantar todas as manhãs para realizar as tarefas cotidianas?

Este é um tema mais pensado por nós durante a infância, quando muito nos perguntam: “o que você quer ser quando crescer?”. Geralmente, respondemos com algo que acreditamos ser o que nos deixaria feliz ao realizarmos, e aí nossos sonhos costumam ser grandes.

Mas por que crescemos e na maioria das vezes deixamos esses sonhos de lado?

São muitas as possibilidades de resposta para essa pergunta, dentre elas estão as dificuldades para conseguir se formar na profissão desejada, a falta de oportunidades no mercado de trabalho, falta de suporte e apoio social, a dificuldade em encontrar algo que condiga com seus valores pessoais…

Aos poucos, os empecilhos vão derrotando os sonhos, os fazendo parecer impossíveis e nos desmotivando a lutar pelo nosso objetivo de vida. Então, por necessidade em iniciar uma carreira profissional, acabamos encontrando caminhos menos tortuosos para conseguir o tão precioso salário.

Não há problema algum com isso, mas com o passar do tempo, percebemos que as atividades desempenhadas se tornam parte de uma rotina desmotivadora, na qual a nossa percepção é de que os dias passam muito rápido ao mesmo tempo que não percebemos o tempo passar, como se não tivéssemos realizado nada de útil.

Saindo um pouco do cenário profissional, também deixamos propósitos pessoais de lado, entrando ou permanecendo em relacionamentos (não somente os amorosos!) não satisfatórios apenas para não ficar só, ou suprir outros pontos que acreditamos só podermos alcançar tendo outra pessoa ao nosso lado.

De quem é a culpa?

Antes de colocarmos a responsabilidade de nossa felicidade sobre outra pessoa, ou culpar o nosso trabalho atual, precisamos voltar a reflexão para a pergunta do início: Qual o seu propósito de vida? Para onde você quer ir? Para só então, definir o caminho que precisa seguir. É possível dizer então, que talvez não seja culpa de alguém, mas sim a falta da definição de alguns conceitos.

Ainda assim, é importante considerar que mesmo sabendo onde queremos chegar, existem dificuldades pelo caminho, e que superá-las nem sempre depende somente de nossos esforços, mas também do contexto da situação.

Como posso definir meu propósito de vida?

Nesse processo, alguns questionamentos podem facilitar a busca por essas respostas:

-Quais são os seus valores e princípios?

-Será que eles são coerentes com seu momento atual de vida?

-Qual a sua missão, pessoal ou profissional?

-Qual o objetivo de longo prazo que deseja alcançar?

-Para atingir esse objetivo de longo prazo, será necessário alcançar objetivos menores? Quais serão estes?

Só isso basta?

O próximo passo, é analisar se seus comportamentos estão se alinhando com as respostas encontradas. Caso não estejam, quais são os aspectos que precisam ser reajustados? Será que estou me deixando levar por pequenos prazeres do dia-a-dia que ao passar do tempo estão me afastando dos meus objetivos, ou estou conseguindo abrir mão de algumas coisas em prol das minhas metas?

 E se não conseguir meu objetivo?

Aí vale retomar a análise sobre ele. As dificuldades foram causadas por você ou por fatores que você não controla? Apesar de toda a luta percorrida, meu objetivo ainda vale a tentativa ou devo abandoná-lo e pensar em uma nova meta?

Independente de todos os fatores discutidos no texto, é preciso compreender que mesmo diante de todas as dificuldades ou facilidades, nenhuma decisão precisa ser definitiva. Nós, como seres humanos estamos em constante mudança, e da mesma forma, as nossas metas também podem mudar com o passar do tempo. Isso por si só não deve ser visto como algo negativo, um sinal de fraqueza ou de impotência, mas sim como a renovação da busca pelo que possa te trazer felicidade. Às vezes, para conquistarmos algo precisamos nos arriscar, sair da zona de conforto. Só assim podemos deixar de nos perguntar como seria, e vivenciar a experiência.

 O medo da mudança

O medo é uma sensação inata ao ser humano. Relacionado com a mudança, ele costuma aparecer em situações importantes da nossa vida, quando não temos base anterior daquele acontecimento, trazendo também a ansiedade. É natural sentir medo ao tentar enfrentar o desconhecido, porém essa sensação pode nos paralisar, ou servir como um impulso para continuarmos, afinal pode ser que alcancemos nossas metas, mas pode ser também que saia tudo diferente do planejado! Da mesma forma como existe o “dar certo” e o “dar errado”, ainda existe uma terceira possibilidade: talvez o “errado”, nesse caso, o inesperado, traga coisas boas com ele. Da mesma forma que com o “certo” você descubra que o que havia planejado não é o que de fato você gostaria, não te trouxe a felicidade esperada.

O diferente, nesse caso, seria algo ruim? Será que a experiência seria de todo perdida, ou será que isso também possibilitaria aprendizado para futuras tentativas? Em meio à tantas possibilidades, o que precisamos nos perguntar é: vale a pena tentar? Se a resposta estiver baseada no medo do fracasso, lembre-se que nada mudará caso você não esteja disposto a tentar. Mesmo para ganhar na loteria, é preciso comprar um bilhete.

 Lembrando que caso sinta dificuldades para responder questões como essas, é sempre válida a busca por um psicólogo, pois este é um profissional capacitado para trabalhar com o processo de autoconhecimento, tanto pessoal, quanto profissional.


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