reencontro

O caminho de volta pra casa

Oi, que bom que você voltou aqui, vou falar sobre como se reencontrar e achar o caminho de volta para casa, prometi que iria prosseguir com minhas minhas reflexões e cá estou eu!  (Se você não tá entendendo do que estou falando, postei um outro texto no blog: “Não tenho nada a te ensinar” se tiver interesse, dá uma conferida depois!)

Bom,então continuemos..

Gostaria de dividir com você meu bem mais precioso. De tudo o que guardo no baú de minhas memórias, experiências e recordações de afeto, esta é a que me atrevo a dizer que mais me transformou e transforma: não há nada até hoje, absolutamente nada, que se compare a estar próxima de mim mesma, me olhar e aos poucos enxergar toda a riqueza que me compõe.

Esta sou eu, luz e sombra, dores e delícias, possibilidades e limitações. Pode parecer estranho né?! Como alguém não está próximo de si, se estamos o tempo todo presos em nós? É paradoxal, mas é extremamente possível e acontece com todos,o tempo todo.

Nós nos perdemos, e perder faz parte do processo de se reencontrar. Perder-se é necessário para que deixemos no caminho de volta para nossa “morada”  tudo aquilo que já não nos pertence.

Sabe quando por impulso, por inércia, por automatismo,ou por o que é que seja, fazemos algo, lutamos por algo, movemos nossa energia neste sentido e ao final nos perguntamos: ” Por que eu fiz isso?! Não me sinto realizado, acho que não era nada disso que eu queria. Não estou me reconhecendo. Mas espera, quem eu sou?” Nesse momento,  as lágrimas, a angústia, o desespero, a dúvida, a confusão tomam conta da nossa experiência inteira. Estes são momentos em que podemos nos perceber distantes de nós.

Viu como é possível?! Quer dizer, na verdade, no exato momento em que nos damos conta disto já não estamos mais tão distantes: há um voz interna que te grita: “Ei, tô aqui, te esperando, me ouça!”

E você pode não ouvir com clareza, mas percebe que algo não está bem. E a partir daí, está nas suas mãos escolher o que fazer: você pode rapidamente abafar o sofrimento ou pode ir em direção a sua voz.

E é esse caminho o meu bem mais precioso, o caminho de volta pro seu lar. Dói, não vou mentir, mas também é lindo poder se sentir, quase como se tocasse pelas mãos e dissesse:” como senti sua falta!”

Ah, também preciso dizer que ele é infinito, nunca se esgota, encontrar e perder-se é um ciclo interminável de constantes descobertas, bem como o mundo que nos circunda: sempre se modificando.

Estamos então acompanhando um movimento que é universal, mas ao mesmo tempo tão singular. É seu, só seu, e ninguém pode lhe roubar de você, e ninguém pode fazer em seu lugar. A beleza reside no fato de ser tão único e especial e ao mesmo tempo tão surpreendente. Se visitar é se descobrir constantemente e se dar conta de que há muito mais em você do que se esperava. Os textos que aqui pretendemos expor aqui, tem como objetivo principal nos fazer olhar pra dentro, e tentar organizar em palavras algo da nossa experiência que grita por ser ouvida.


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