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Vida fora do Brasil: do sonho ao protagonismo pessoal

Muitas pessoas tem o sonho de viver fora do Brasil por inúmeros motivos:

  • Crise econômica que dificulta a entrada ou permanência no mercado de trabalho
  • Insegurança devido a crescente violência
  • Oportunidade de juntar dinheiro
  • Curiosidade quanto a novas culturas e línguas, etc.

Os desafios para alcançar esse sonho começam geralmente na fase de planejamento: para onde ir, a busca de referencias por outros brasileiros ou pessoas que possam apoiar nos primeiros tempos, as burocracias de visto e política de permanência, além é claro de toda a ansiedade que antecede a realização de um grande sonho.

1 – Adaptação

Viajei… aí começa uma nova fase… a adaptação ao novo lugar, nova língua, nova cultura, a saudade, a distancia, as dificuldades em se conseguir trabalho, etc… Muitas vezes é ai que começam a surgir questionamentos, valeu a pena? Será que vou me adaptar? Aquela sensação incomoda da espera, se transforma na sensação também não muito agradável de insegurança diante do novo.

Essa sensação apesar de passageira, conforme relatada por pacientes que se lançaram nessa aventura, pode minar planos daqueles que se sentem enfraquecidos por elas.

Quando este incomodo é grande, vale a pena procurar um profissional que possa oferecer apoio, com empatia e imparcialidade para se buscar através da autopercepção, estratégias próprias para lidar com esse turbilhão de mudanças.

Aqueles que fazem a mudança, percebem quando chegam ao destino que ao se lançar ao sonho deixaram para traz um modo de viver. Esse momento longe da família, dos amigos, da rotina e da cultura onde se viveu a maior parte da vida pode ser uma oportunidade para se apreciar a própria companhia e ao mesmo tempo se conhecer melhor e até mesmo imprimir mudanças e alavancar o crescimento pessoal, já que muitas vezes é “só você por você mesmo” nessa aventura em outro pais.

Nesse novo momento de vida, muitas crenças e posicionamentos anteriores não trazem mais o aconchego da segurança, é preciso se reinventar a partir de si mesmo. Em minha prática profissional, percebo que a mudança de país, geralmente demarca também um novo lugar no mundo para aqueles que se lançam nessa empreitada. É lá “do outro lado do mundo” que muitos vão assumir o protagonismo pela própria vida, seja responsabilizando-se por questões menores, que antes ficavam a carga de outra pessoa (como preparar a própria comida, cuidar do espaço em que se vive), como até mesmo questões maiores como na tomada de decisão e a definição dos rumos que a vida toma.

 2 – A vida longe

Transpostas as dificuldades iniciais, a vida organiza-se de uma maneira totalmente nova. A rotina, na maioria das vezes, inclui muitas horas de trabalho, a realização de algum curso e poucos relacionamentos sociais. É a hora de aprender a conviver com a saudade constante, de se apreciar a própria companhia e vivenciar a transformação do sonho em uma rotina, muitas vezes, pouco glamourosa. Nesse momento o apoio de um profissional de psicologia pode auxiliar na potencialização do processo de autoconhecimento,  ao descobrir minhas potencialidades quais as possibilidades para meu crescimento pessoal, profissional aqui onde estou para alavancar ainda mais o meu sonho? Além da busca de estratégias pessoais para ampliar relações, construir vínculos que possam dar sentido a esse novo momento de vida.

Percebo que muitas pessoas, preferem jogar-se no trabalho, não refletir sobre o que acontece internamente nesse momento, vão guardando dores, sufocando a saudade e até mesmo se fechando a novas oportunidades. Esse mecanismo pode gerar enfermidades futuras, com a depressão e a ansiedade. A todo tempo na vida, precisamos agir e refletir para que aquilo que realizamos faça sentido e nos traga realização.

 3 – Quando é hora de voltar para casa

Muitos brasileiros passaram anos vivendo no exterior e ao decidir voltar ao Brasil, trazem a mala cheia de saudades e esperanças de uma vida diferente. Ao planejar o retorno, muitos esperam reencontrar tudo o que deixaram, como se a mudança acontecesse em apenas uma direção e ao chegarem percebem que não é bem assim.

Nesse momento, é muito importante se trabalhar as expectativas, o posicionamento pessoal assumido no outro contexto e como ele pode se desdobrar e se adaptar em terras tupiniquins. É uma nova adaptação e essa pode ser tão difícil quanto aquela dos tempos da viagem, porem agora as mudanças não são nos lugares e cultura, mas principalmente nas pessoas.

O trabalho do psicólogo nesse momento pode ajudar no planejamento desse retorno, a partir das perspectivas do paciente, quanto aquilo que vai encontrar e busca da melhor maneira de ser ele mesmo em uma realidade que também é diferente daquela que ele partiu.

Se você é um explorador do mundo, o profissional de psicologia pode te ajudar a se encontrar independente do seu momento de exploração, para que a viagem, a estadia ou o retorno possam ser mais bem aproveitados e vivenciados de maneira consciente e responsável, tornando-se encaixes ao seu desenvolvimento pessoal.


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