A primavera chegou, então, uma ótima oportunidade para falarmos da importância da conexão das crianças com a natureza. Eu moro numa cidade abundante de verde, sou privilegiada! Mas nem todo lugar é assim, e nem todos aproveitam este privilégio.
Richard Louv é um escritor e jornalista americano que investiga a relação das crianças com o mundo natural, nos tempos atuais e históricos. Em seus estudos, constatou possíveis consequências negativas à saúde individual e social, conforme a aproximação das crianças ao meio tecnológico e afastamento do meio natural.
Quando Louv tinha 4 anos de idade, o avião para ele já era algo comum, mas uma novidade para a sua avó. Hoje, computadores e videogames estão sendo algo revolucionário na sua vida. Para toda uma geração de jovens que cresceu imerso em tecnologia, não é. Então ele nos questiona: “Qual seria o tema, a descoberta, a grande novidade que poderia impressionar e fazer com que toda esta nova geração se apaixone? O que é que poderia deixar todos estes jovens maravilhados, assim como os aviões para a geração da minha avó e os videogames para a minha?”
A resposta é: a natureza!
Muitos, desta nova geração, ainda não tiveram a oportunidade de conhecer a natureza na sua essência. Viajar para o meio do mato, acampar, fazer trilha, sentir a grama, admirar o céu, se embriagar no aroma de uma flor e ouvir o canto dos pássaros.
Roupa suja de terra, banho de chuva, casa na árvore, histórias em volta da fogueira, o som do vento e o seu balançar, brincadeira no rio, respeito ao mar.
A natureza tem a capacidade de despertar todos os nossos sentidos, enquanto o frenesi virtual nos direciona a alienação. E veja bem, a questão aqui não é criticar o mundo tecnológico, mas chamar a atenção para o distanciamento que estamos criando do mundo natural.
No momento em que nos (re)conectarmos com a natureza, estaremos nos (re)conectando a nós mesmos! Já estão publicados centenas de estudos científicos, cujos resultados demonstram claramente a importância do contato com a natureza para o desenvolvimento cognitivo/neurológico, manutenção da saúde física/mental e bem estar das crianças e de todos.
Inclusive algumas escolas já aderiram a aulas ao ar livre, pelos benefícios que os estudos vêm demonstrando. Agora, apresentar a natureza como algo positivo, que deve ser preservado por todos, é uma coisa. Viver na prática, é outra. A contradição entre discurso e prática pode confundir e passar outra mensagem para as crianças, já que elas aprendem muito mais observando. Então… conecte-se!

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