A nicotina na saúde

A nicotina na saúde

Você lembra daquela época em que era elegante fumar? As atrizes, segurando seus cigarros, conquistavam o namorado e o ator fumava, praticando esportes radicais.

Mas as pessoas começaram a morrer devido ao câncer de pulmão, e a desenvolver outras doenças sérias. A legislação acompanhou e a mídia hoje está proibida de mostrar pessoas fumando. Daí, o número de fumantes diminuiu bastante.

A minha intenção com este texto é te conscientizar sobre os danos que essa droga pode trazer a sua vida, assim te ajudar a decidir se quer experimentar, parar ou continuar com seu uso. Quem sabe você pode também mostrá-lo para alguém que fuma e fazer a diferença na vida dessa pessoa.

O que é nicotina?

O tabaco é uma planta, cujas folhas são ressecadas e fermentadas antes do uso. Ele tem nicotina, que é uma substância química viciante.

A Nicotina é uma substância psicoativa estimulante do sistema nervoso central, isto é, altera as funções cerebrais, acelerando o metabolismo: aumenta os batimentos cardíacos, a pressão arterial, a respiração, e diminui o apetite. Alguns pesquisadores dizem que melhora a concentração, atenção e a memória. Mas você acha que vale a pena encher seu pulmão de substâncias químicas, correndo o risco de desenvolver câncer para ter essa “melhora” cognitiva? Existem formas mais saudáveis para conseguir isso.

Quais as consequências de fumar?

As pessoas inalam a fumaça do cigarro que pode irritar a mucosa de todo o aparelho digestivo e dos pulmões. Outra forma de consumo de nicotina são os cigarros eletrônicos, cujo líquido contém nicotina e outras substâncias químicas, mas em menor quantidade que o cigarro de tabaco. Embora algumas pessoas acreditem que estes cigarros vaporizadores possam tirar o vício do tabagismo, não há comprovação científica de que esta seja uma verdade. Além disso, a legalização do uso ainda é um debate. No Brasil, sua comercialização ainda é proibida.

Como uma substância psicoativa que causa dependência, a nicotina atinge o “centro do prazer” no cérebro, o que leva a pessoa a repetir o uso para obter a sensação de relaxamento e diminuição da ansiedade. As pesquisas não são claras quanto a relação de ansiedade e tabagismo. Sabe-se que pessoas ansiosas fumam mais do que as não ansiosas. Mas se foi o tabagismo que as tornou ansiosas, ou se esta era uma condição anterior ao fumo, ainda não foi esclarecido.

Quanto a neuroquímica, há um aumento de dopamina (neurotransmissor relacionado ao prazer e alívio da dor) e uma grande descarga de adrenalina. Assim, quando não há nicotina no organismo, ocorre o efeito contrário: irritabilidade, sintomas depressivos, dificuldade em se concentrar, falta de sono, e a pessoa acaba comendo mais, e com isso, engordando.

A exposição voluntária e a involuntária à fumaça do tabaco pode acarretar desde reações alérgicas (rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma) em curto período, até infarto agudo do miocárdio, câncer do pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) em adultos expostos por longos períodos. A intoxicação pode levar à morte se o socorro não chegar a tempo. Então é importante saber identificar os seguintes sintomas: vômito, desmaio, taquicardia, dificuldade para respirar e dor de cabeça. As crianças podem usar chicletes, adesivos ou ingerir o líquido dos cigarros eletrônicos e se intoxicarem desta forma também.

Alguns profissionais em clínica de tratamento da dependência de nicotina gostam de usar adesivos ou chicletes, que contém uma quantidade menor de nicotina. O problema é a pessoa continuar fumando e haver uma sobrecarga de nicotina no organismo, causando intoxicação e overdose.

Por que buscar a psicoterapia para ajudar a se livrar do vício?

A nicotina pode ser o primeiro degrau para o desenvolvimento da escalada das drogas por conta da acessibilidade, onde os adolescentes, vivenciando esta fase típica de experimentação, podem facilmente conseguir o cigarro. A nicotina, então, prepara o cérebro para se tornar dependente de outras drogas.

A psicoterapia vem ajudar bastante no tratamento da dependência química, ao levar o dependente a se conscientizar do hábito de fumar, através de escalas de uso, balança motivacional, entre outros recursos, visando mudar seu hábito de vida. É trabalhado o que está levando a pessoa a usar algo químico em seu organismo e que está causando prejuízos para a sua saúde e pode matá-lo. Este hábito auto-destrutivo causa dependência física, o que significa que a falta de nicotina no organismo leva à fissura, que é uma vontade irresistível de usar novamente, mas que pode ser amenizada com novos hábitos saudáveis de vida.

A legislação e as propagandas anti-tabagistas já salvaram muitas vidas. Hoje se sabe muito mais dos prejuízos, mesmo assim muitas pessoas continuam com esse hábito nocivo, se destruindo e a quem está convivendo no mesmo ambiente.

Se estiver difícil se livrar desse hábito nocivo, procure ajuda!


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